segunda-feira, 7 de abril de 2025

Hoje (07/04/2024) é um dia de domingo, como tantos outros, mas essencialmente este é uma ilha. E estou sem uma determinada obrigação. Na verdade, tenho tantas obrigações, mas neste eu quis parar um pouco.

Acoredei de manhã e assim a um documentário minimalistahttps://youtu.be/eYU7Affc5H8?si=QGuFPsF17JZ5drDQ.

Vi tantas coisas importantes, mas uma delas que me chamou a atenção é que eu não preciso deixar de ter tantas coisas quanto as outras pessoas acham que você não deveria ter.

Há muito anos, eu tive um amigo, eu acho que ainda tenho, mas nem sei por anda. E ele me dizia que - ele era psicólogo - "nós somos aquilo que não podemos mudar em nós mesmos".

E eu fico imaginando se o fato de eu ter uma coleção de moedas, todas literalmente "armazenadas", sem classificação, sem espaço adequado, apenas colocadas em um grande repositório que mais se assemalha a um cofrinho do Tio Patinhas seria a minha essência.

Aí fico a pensar se seria uma das coisas das quais deveria me desfazer... Afinal, aquilo aos olhos dos outros parece mais um pesado entulho, que fica ocupando espaço valioso do guarda-roupa. 

E não é que eu não queira me desfazer, somente porque é um bem material. Ali estão muitos sonhos de adolescência, da história que eu queria conhecer, culturas nas quais eu queria me aprofundar mais, de memórias de todos os lugares que eu visitei, que meus amigos e familiares visitaram e as moedas em si são muito divertidas, cada uma tem a sua razão de existir e fazem parte da minha razão de viver.

E num dado momento do documentário sobre minimalismo, uma fala me chama a atenção para o fato de que minimalismo não é viver com pouco, mas viver com o suficiente. Tudo na nossa vida precisa ser na quantidade perfeita. E a quantidade perfeita não é mais e nem é menos, mas na quantidade certa.